terça-feira, 3 de junho de 2008

Encerrando ciclos


Encerrando ciclos

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos.
Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Tu podes passar muito tempo perguntando o porquê de isso acontecer…
Podes dizer para ti mesmo que não darás mais um passo enquanto não entenderes as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em tua vida, serem subitamente transformadas em pó.

Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: teus pais, teus amigos, teus filhos, teus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que tu estás parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem connosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Não esperes que devolvam algo, não esperes que reconheçam o teu esforço, que descubram o teu génio, que entendam o teu amor.

Pára de ligar a televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como tu sofres com determinadas perdas: isso estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diz a ti mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-te de que houve uma época em que podias viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, podes mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na tua vida.

Fecha a porta, muda o disco, limpa a casa. Deixa de ser quem eras, transforma-te em quem és.
Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és.

Sonia Hurtado traduzido por Paulo Coelho

foto[http://olhares.aeiou.pt/a_ultima_desta_serie___desespero/foto1914736.html]

O que salva o amor


O que salva o amor

L.Barbosa conta a história de uma ilha onde viviam os principais sentimentos do homem: Alegria, Tristeza, Vaidade, Sabedoria, e Amor. Um dia, a ilha começou a afundar no oceano; todos conseguiram alcançar seus barcos, menos o Amor.

Quando foi pedir a Riqueza que o salvasse, esta disse:

- “Não posso, estou carregada de jóias e ouro”.

Dirigiu-se ao barco da Vaidade, que respondeu:

- “Sinto muito, mas não quero sujar meu barco”.

O Amor correu para a Sabedoria, mas ela também recusou, dizendo:

- “Quero estar sozinha, estou reflectindo sobre a tragédia, e mais tarde vou escrever um livro sobre isto”.

O Amor começou a se afogar. Quando estava quase morrendo, apareceu um barco – conduzido por um velho – que o terminou salvando.

- “Obrigado” – disse, assim que se refez do susto.

– “Mas quem és tu”?

- “Sou o Tempo” – respondeu o velho. Só o Tempo é capaz de salvar o Amor.
Paulo coelho

Foto[http://olhares.aeiou.pt/ah_o_mar/foto1973409.html]

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Guerreiro da Luz.


O guerreiro da luz aprendeu que Deus usa a solidão para ensinar a convivência. Usa a raiva para mostrar o infinito valor da paz. Usa o tédio para ressaltar a importância da aventura e do abandono. Deus usa o silêncio para ensinar sobre a responsabilidade das palavras. Usa o cansaço para que se possa compreender o valor do despertar. Usa a doença para ressaltar a benção da saúde. Deus usa o fogo para ensinar sobre a água. Usa a terra para que se compreenda o valor do ar. Usa a morte para mostrar a importância da vida.

Paulo Coelho

foto[http://olhares.aeiou.pt/protecao_ou_prisao/foto1858914.html]

Acreditar em tudo...


Podemos acreditar que tudo que a vida nos oferecerá no futuro é repetir o que fizemos ontem e hoje. Mas, se prestarmos atenção, vamos nos dar conta de que nenhum dia é igual a outro. Cada manhã traz uma benção escondida; uma benção que só serve para esse dia e que não se pode guardar nem desaproveitar.
Se não usamos este milagre hoje, ele vai se perder.
Este milagre está nos detalhes do cotidiano; é preciso viver cada minuto porque ali encontramos a saída de nossas confusões, a alegria de nossos bons momentos, a pista correta para a decisão que tomaremos.
Nunca podemos deixar que cada dia pareça igual ao anterior porque todos os dias são diferentes, porque estamos em constante processo de mudança.

Paulo Coelho

Fotografia[http://olhares.aeiou.pt/viagem_a_portugal/foto1976499.html]

quinta-feira, 15 de maio de 2008

De Profundis

Encontro, algures na minha natureza, alguma coisa que me diz que não há nada no mundo que seja desprovido de sentido, e muito menos o sofrimento. Essa qualquer coisa, escondida no mais fundo de mim, como um tesouro num campo, é a humildade. É a última coisa que me resta, e a melhor (...). Ela veio-me de dentro de mim mesmo e sei que veio no bom momento. Não teria podido vir mais cedo nem mais tarde. Se alguém me tivesse falada dela, tê-la-ia rejeitado. Se ma tivessem oferecido, tê-la-ia rejeitado (...). É a única coisa que contém os elementos da vida, de uma vida nova (...). Entre todas as coisas ela é a mais estranha (...). É somente quando perdemos todas as coisas que sabemos que a possuímos.

(Oscar Wilde, in "De Profundis")

Texto tirado da aaldeia: www.aaldeia.net
Foto:[http://olhares.aeiou.pt/no_fim_da_linha/foto1950987.html]

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Saber Viver


Saber Viver

Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar

Cora Coralina

Foto[http://olhares.aeiou.pt/moinhos_de_agua/foto1884841.html]

Por muito tempo...


Por muito tempo, eu pensei que a minha vida fosse tornar-se numa vida de verdade.
Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga. Aí sim, a vida de verdade começaria.

Por fim, cheguei à conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.
Essa perspectiva tem ajudando-me a ver que não existe um caminho para a felicidade.
A felicidade é o caminho! Assim, aproveita todos os momentos que tu tens.
E aproveita-os mais, se tens alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar teu tempo; e lembra-te que o tempo não espera ninguém.
Portanto, para de esperar até que tu termines a faculdade; até que tu voltes para a faculdade; até que tu percas 5 kg; até que tu ganhes 5 kg; até que os teus filhos tenham saído de casa; até que tu te cases; até que tu te divorcies; até sexta à noite até segunda de manhã; até que tu tenhas comprado um carro ou uma casa nova; até que o teu carro ou tua casa tenham sido pagos; até o próximo Verão, Outono, Inverno; até que tu estejas aposentado; até que a tua música toque; até que tu tenhas terminado a tua bebida; até que tu estejas sóbrio de novo; até que tu morras; e decidas que não há hora melhor para ser feliz do que agora mesmo...
Lembra-te: felicidade é uma viagem, não um destino.

Henfil

Foto[http://olhares.aeiou.pt/661___silvia_j_coomans/foto1688353.html]

sexta-feira, 18 de abril de 2008

O conhecimento do outro


O conhecimento do outro

"Amo-te por seres como és" significa: "conheço-te, reconheço a essência inconfundível do teu ser, e aceito-te tal como és". O amor conjugal como todo o amor, tem que ser, em primeiro lugar, amor pelo conhecimento. Só posso amar a quem conheço, e se o amo desejo aprofundar cada vez mais o seu conhecimento. Por outro lado, eu também desejo que aquele que é amado por mim me conheça cada vez melhor. É por isso que aqueles que se amam procuram a conversa e a presença da pessoa amada de uma maneira cada vez mais intensa. O que a Bíblia diz de "conhecimento" ao referir-se à união sexual tem um sentido profundo.

Conhecemos o outro - e não o conhecemos, pois cada pessoa é um mistério inexplicável, insondável. Quanto mais nos metermos nas profundezas da nossa própria personalidade ou na de outra pessoa, mais obscuro se torna para nós aquilo que desejamos captar. Apesar disto, o amor conserva vivo o desejo de penetrar no mais íntimo do outro. E só ele nos pode revelar, sequer um pouco, como é realmente a outra pessoa.

O amor verdadeiro faz ver, não cega. Se amo alguém, apercebo-me, por exemplo, se se aborrece, apesar de tentar disfarçá-lo. Verei ainda e compreenderei que o outro tem medo ou se sente culpado. O seu aborrecimento é só uma expressão do seu descontentamento. Vejo, então, a sua perturbação e sofrimento e não o seu aborrecimento.

Nos primeiros tempos de um casamento, o verdadeiro conhecimento do outro e a antecipação do seu futuro desenvolvimento só é possível de uma maneira muito deficiente. Para isso é necessária uma convivência de anos. O conhecimento adquirido com o tempo pode ser doloroso, mas também libertador: talvez o outro não corresponda às primeiras impressões, ao ideal sonhado; vejo cada vez mais claramente as suas limitação e fraquezas, as faltas e as imperfeições. Mas quanto mais me afastar do meu ideal sonhado, mais profundamente perceberei que o outro é único. (Cada pessoa é uma pessoa; os produtos da fantasia, pelo contrário, são extremamente estereotipados. Um exemplo patente são os romances cor-de-rosa).

Posso aperceber-me de que o outro é diferente de todos os que existiram antes e existirão depois. Com o tempo, chegarei a conhecer também as suas possibilidades mais recônditas. Conheço-o, não só pelo que é, mas também pelo que pode e deve ser, como poderia ser a sua perfeição e a sua autêntica auto-realização. Vou vivendo cada vez melhor, como Deus o quer ver realizado desde a eternidade e para a eternidade. Por isso, o céu é, em certo sentido, uma parte de todo o amor autêntico. O céu dever-se-á compreender aqui como aquele lugar onde tudo atingiu a sua perfeição. Quanto mais amo uma pessoa, mais profundamente consigo penetrar no seu ser e aperceber-me da sua máxima perfeição. Por isso, o amor, poderíamos dizer em certo sentido, é uma antecipação do Céu.

Naturalmente, o conhecimento da outra pessoa não deve afastar-nos da realidade, pelo contrário, agarrarmo-nos mais fortemente a ela. Quanto mais conhecer o outro por aquilo que é e pelo que deve ser, mais deve crescer o meu amor por ele.

Se assim não for, este conhecimento esfumar-se-á e ficará somente a desilusão e a resignação produzida pela recordação de uma ilusão. Pelo contrário, quanto mais crescer o meu amor, mais desejarei que o outro seja o melhor e o mais perfeito possível, em suma, que se realize o máximo; e assim estarei preparado para o ajudar a alcançá-lo. Vejo com uma clareza cada vez maior como a minha auto-realização pessoal consiste em ajudar o outro a realizar-se.

(Jutta Burggraf, in O desafio do amor humano)
Site: http://familia.aaldeia.net/conhecimentodooutro.htm
Foto[http://olhares.aeiou.pt/para_o_amor_/foto1886468.html]

O pequeno dever


O pequeno dever

Há uma falta de sal em tudo, uma falta de cor, uma falta de encanto.

Perdemos qualidade. Nas canções, nas danças, na literatura, na pintura, na arquitectura... Os nossos heróis são pessoas vulgares que se pintaram, ou, então, canalhas por quem nos deixámos enganar.

Quando fazemos turismo, visitamos antigos monumentos ou os monumentos da natureza: há muito que não fazemos nada que mereça ser apreciado. As grandes obras desta época foram coisas destinadas a fazer dinheiro...

Quando lemos (de qualquer modo sempre preferimos um filme, porque dá menos trabalho e é mais rápido...), lemos os livros que estão na moda. A moda, porém, não resulta - principalmente nos dias que correm - de um critério de qualidade, mas de campanhas publicitárias bem estudadas, que se destinam... a fazer dinheiro. Os outros escolhem por nós. E recolhem todo o benefício.

Somos homens entretidos com a nosso conforto e com o nosso prazer. Esquecemos que devíamos fazer da nossa vida uma obra-prima; que estávamos aqui para encher uma medida; que tínhamos um caminho empinado para percorrer.

Recusámos a santidade - porque era trabalhosa - e, com ela, partiram a beleza, a poesia e o amor.

Devia ser a busca da santidade a levar-nos por dentro de nós mesmos até chegarmos a um estado de tensão e de beleza interior que nos possibilitasse produzir coisas belas. Mas assim, não: ninguém pode dar aquilo que não tem.

Esvaziámo-nos. E agora as nossas mãos desenham à nossa volta figuras vazias.

Já nem sequer somos verdadeiramente capazes de amar. Por termos deixado de lutar contra o nosso pior inimigo - que somos nós mesmos, aquilo que de mau existe em nós - não somos verdadeiramente senhores das nossas pessoas. E, por isso, não temos a capacidade de nos darmos aos outros - que isso é o amor.

Evitamos os compromissos sérios, fugimos das palavras que não têm retorno; fugimos, portanto, do casamento (e se não fugimos desfazemo-lo quando surgem dificuldades). E isso é outra manifestação de não sermos donos de nós mesmos, de não termos tido as vitórias interiores necessárias para sermos homens no verdadeiro sentido da palavra. Não somos livres.

Os santos e os heróis... reduzimo-los a bonecos de gesso, a estátuas de calcário fora de moda colocadas em igrejas ou praças. Não olhamos para eles. Admitimos - convém-nos admitir isso... - que não passam de lendas: como seria possível a existência de homens tão diferentes daquilo que agora vemos em nós e à nossa volta? Passamos por alto, com a maior das facilidades, os milhões de documentos históricos...

E, no entanto, a santidade não é nem impossível nem feita de coisas estranhas: constrói-se no dia-a-dia, com as coisas e as situações em que tocamos habitualmente. Um homem que admiro muito e que nasceu há cem anos escreveu, entre muitas outras coisas, isto: "Queres deveras ser santo? Cumpre o pequeno dever de cada momento: faz o que deves e está no que fazes". (Josemaría Escrivá, "Caminho", n.º 815)

Um sorriso amável no meio do cansaço, terminar bem uma tarefa profissional, deixar um objecto arrumado no seu lugar, fazer neste momento o que não deve ser adiado, optar pelos meios honestos, procurar a verdade de cada situação, prestar um pequeno serviço a quem está perto de nós. Hoje um pouco melhor do que ontem.

O pequeno dever de cada momento: não é preciso ir longe para chegar longe!

Paulo Geraldo

http://cidadela.com.sapo.pt/pequenodever.htm

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quarta-feira, 16 de abril de 2008

Quando amei-me de verdade...


Quando amei-me de verdade,

Pude compreender

Que em qualquer circunstância,

Eu estava no lugar certo,

Na hora certa.

Então pude relaxar.


Quando amei-me de verdade,

Pude perceber que o

Sofrimento emocional é um sinal

De que estou indo contra a minha verdade.


Quando amei-me de verdade,

Parei de desejar que a minha vida

Fosse diferente e comecei a ver

Que tudo o que acontece contribui

Para o meu crescimento.


Quando amei-me de verdade,

Comecei a perceber como

É ofensivo tentar forçar alguma coisa

Ou alguém que ainda não está preparado

- Inclusive eu mesma.


Quando amei-me de verdade,

Comecei a livrar-me de tudo

Que não fosse saudável.

Isso quer dizer: pessoas, tarefas,

Crenças e – qualquer coisa que

Pusesse-me em baixo.

Minha razão chamou isso de egoísmo.

Mas hoje eu sei que é amor-próprio.


Quando amei-me de verdade,

Deixei de temer meu tempo livre

E desisti de fazer planos.

Hoje faço o que acho certo

E no meu próprio ritmo.

Como isso é bom!


Quando amei-me de verdade,

Desisti de querer ter sempre razão,

E com isso errei muito menos vezes.


Quando amei-me de verdade,

Desisti de ficar revivendo o passado

E de preocupar-me com o futuro.

Isso me mantém no presente,

Que é onde a vida acontece.


Quando amei-me de verdade,

Percebi que a minha mente

Pode atormentar-me e decepcionar-me.

Mas quando eu a coloco

A serviço do meu coração,

Ela se torna uma grande e valiosa aliada.

Kim McMillen

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Moral...

O professor de história faz uma pergunta em sala:

Professor: João, quantas são as raças que existem no mundo?
João: Ahhh, um monte professor...
Professor: Errado, existe apenas uma raça, a raça humana.

Moral: Todos somos iguais independentes de nossas acções, atitudes, gostos, cor e sexo."

Foto[http://olhares.aeiou.pt/foto1878032.html]

segunda-feira, 14 de abril de 2008

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Era uma vez...


Era uma vez um grupo de pessoas que se chamavam:

NINGUÉM,

ALGUÉM,

QUALQUER UM,

CADA UM,

TODA A GENTE.

Havia uma tarefa muito importante a realizar e

TODA A GENTE tinha a certeza de que ALGUÉM a faria,

QUALQUER UM a poderia ter feito,

mas NINGUÉM tomou conta dela.

ALGUÉM ficou furioso,

porque se tratava de uma tarefa que cabia a TODA A GENTE.

CADA UM pensou que QUALQUER UM poderia fazê-la,

mas NINGUÉM pensou que

TODA A GENTE se esqueceria de a fazer.

O resultado é que CADA UM acusou ALGUÉM,

dado que NINGUÉM fez o que QUALQUER UM poderia ter feito.

Autor: NINGUÉM, in A Rede, nº. 14

Foto[http://olhares.aeiou.pt/_porto_/foto1640447.html]

quinta-feira, 3 de abril de 2008

O Caminho que escolhes...

Quando inicias um novo caminho, onde o propósito é encontrar a paz, comungando com a vida que em ti habita, alcançarás, cedo ou tarde, o que agora estás a desejar.

E se permaneceres atento, verás que é a tua determinação que abrirá espaços para que a tua vida ganhe sentido, trazendo todas as cores, todas as luzes, para tão somente colorir o mundo no qual habitas.

Saberás da tua compreensão presente, ensinando-te a cada momento onde está o conhecimento, a visão do aprendizado, a importância do perdão.

Conhecerás teu riso de criança, tua inocência esquecida, a leveza, a alegria de ser quem és.

Sentirás o silêncio dentro de ti, harmonizando teus humores, teus movimentos, tua conduta.

Falarás mansamente, pois não haverá pressa.

Caminharás confiante, pois saberás o caminho.

Silenciarás tuas confusões, abrandarás teus medos, pois saberás estar protegido pelo manto da verdade, do amor.

Mas, se vieres a esquecer deste caminho, não te prolongues em confusões sem sentido.

Volta-te para ti, e lembra-te que tens um caminho onde percorres com Deus e com a Sua bênção amorosa em teu coração.

Autor: Não encontrei nenhum autor para esse texto, suponho que seja de autor desconhecido, no entanto, se encontrar o autor, colocarei em nota.

Foto [http://olhares.aeiou.pt/sorriso_de_crianca/foto1828134.html]

quarta-feira, 2 de abril de 2008

O Silêncio

O silêncio

Dou os meus passos com frequência por Lisboa. Caminho naquela confusão citadina que todos conhecem ou de que ouviram falar. E sucedeu que uma vez - no meio da agitação da gente apressada - pousei os olhos numa frase diferente, pintada na chapa de um autocarro. Era de Almada Negreiros. Dizia ele, ali no amarelo do autocarro, que se alimentava do silêncio...

Veio-me logo à cabeça o contraste, pois estava no ambiente ideal para isso. Nós hoje já não nos alimentamos do silêncio.

A verdade é que - muito pelo contrário - fugimos dele.

Ligamos a televisão quando estamos sozinhos em casa, mesmo que não olhemos para ela; levamos música quando prevemos uma viagem ou um espaço vazio no dia; vamos descansar do trabalho para uma discoteca.

É saudável, sem dúvida, o desejo de companhia, o gosto por estarmos ocupados; a música e, até, o bulício. Somos gente do mundo e este é o nosso lugar, do qual tanto gostamos. Precisamos do trabalho, do ruído, da agitação para nos sentirmos vivos.

Porém, faz também parte da nossa natureza o recolhimento. Somos seres racionais: os nossos gestos deviam ser pensados; os nossos sentimentos e as nossas intenções deviam ser analisados; devíamos avaliar o significado dos acontecimentos; era preciso que forjássemos uma opinião acerca de muitas coisas, novas e velhas. Devíamos construir os nossos princípios a partir de dentro, e não com base em meia dúzia de anúncios publicitários, no que ouvimos no café, na novela ou no noticiário, ou no que lemos num livro que uma grande campanha publicitária colocou na moda.

O silêncio permite-nos ter uma vida por dentro, qualquer coisa que flutua por cima da pressa, da confusão das sensações, das notícias de jornal. Qualquer coisa que - para dizer de outra forma - permanece em sossego, como o fundo do mar, muito longe do reboliço superficial das ondas e do vento.

É pelo silêncio que se entra nesse lugar. E era importante que lá entrássemos, porque só assim nos aproximaremos da nossa dimensão humana. Todos devíamos ter um pouco de pastor ou de marinheiro, os clássicos vizinhos dos grandes horizontes e das estrelas.

É dentro de nós que nos podemos conhecer a nós mesmos e conhecer verdadeiramente o que são as coisas e as pessoas e os acontecimentos. Dentro de nós é que havemos de encontrar as sementes do ideal, do sonho nobre, da força para resistir e avançar. E se houver Deus é dentro de nós que O podemos conhecer bem.

Por que fugimos, então, de estarmos a sós connosco mesmos? Por trás de uma série de razões superficiais - não totalmente verdadeiras - como a falta de tempo, de gosto, de hábito ou de paciência, existe um único motivo real: temos muito medo da verdade; receamos pensar naquilo que nos pode complicar a vida.

Paulo Geraldo.
[http://cidadela.com.sapo.pt/]




Video[Secret Garden - Heart String]
Na realidade, todas as coisas, todos os acontecimentos, para quem os sabe ler com profundidade, encerram uma mensagem que, em definitivo, remete para Deus.
(João Paulo II )

[www.aaldeia.net]

terça-feira, 1 de abril de 2008

Sabes quem és?

QUEM ÉS?

Uma mulher estava agonizando. Logo teve a sensação que era levada ao céu e apresentava-se ao Tribunal.

- Quem és? - disse uma voz.

- Sou a mulher de António - respondeu ela.

- Perguntei-te quem és, não com quem estás casada.

- Sou mãe de quatro filhos.

- Perguntei-te quem és, não quantos filhos tens.

- Sou uma professora de escola.

- Perguntei-te quem és, não a tua profissão.

E assim sucessivamente. Respondesse o que respondesse, não parecia poder dar uma resposta satisfatória à pergunta: "Quem és?"
- Sou uma cristã.

- Perguntei-te quem és, não qual a tua religião.

- Sou uma pessoa que ia todos os dias à igreja e ajudava aos pobres e necessitados.

- Perguntei-te quem és, não o que fazias.

Evidentemente, não conseguiu passar no exame e foi enviada de novo à terra.
Quando se recuperou de sua enfermidade, tomou a determinação de averiguar quem era e partiu para o auto-conhecimento.
E tudo foi diferente.

A tua obrigação é SER. Não ser um personagem, nem ser um dono de nada, porque aí há muito de cobiça e ambição, nem saber muito disto ou daquilo, porque isso condiciona muito - simplesmente SER.

Anthony de Melo

Foto[http://olhares.aeiou.pt/pequenina_/foto1849828.html]

Homem triste e abandonado.


O dia mais belo: hoje
A coisa mais fácil: errar
O maior obstáculo: o medo
O maior erro: o abandono
A raiz de todos os males: o egoísmo
A distracção mais bela: o trabalho
A pior derrota: o desânimo
Os melhores professores: as crianças
A primeira necessidade: comunicar-se
O que traz felicidade: ser útil
O pior defeito: o mau humor
A pessoa mais perigosa: a mentirosa
O pior sentimento: o rancor
O presente mais belo: o perdão
O mais imprescindível: o lar
A rota mais rápida: o caminho certo
A sensação mais agradável: a paz interior
A maior protecção efectiva: o sorriso
O maior remédio: o optimismo
A maior satisfação: o dever cumprido
A força mais potente do mundo: a fé
As pessoas mais necessárias: os pais
A mais bela de todas as coisas: O AMOR!!!

Madre Tereza de Calcutá

Foto[http:http://olhares.aeiou.pt/vidas/foto1815718.html]

Sobre o Amor, Rosas e Espinhos...


Sobre o amor, Rosas e Espinhos...

Amor que é amor dura a vida inteira. Se não durou é porque nunca foi amor.

O amor resiste à distância, ao silêncio das separações e até às traições. Sem perdão não há amor. Diz-me quem tu mais perdoaste na vida, e eu então saberei dizer quem tu mais amaste.

O amor é equação onde prevalece a multiplicação do perdão. Tu o percebes no momento em que o outro fez tudo errado, e mesmo assim tu olhas nos olhos dele e dizes: "Mesmo fazendo tudo errado eu não sei viver sem ti. Eu não posso ser nem a metade do que sou se tu não estiveres por perto."

O amor nos possibilita enxergar lugares do nosso coração que sozinhos jamais poderíamos enxergar.

O poeta soube traduzir bem quando disse: "Se eu não te amasse tanto assim, talvez perdesse os sonhos dentro de mim e vivesse na escuridão. Se eu não te amasse tanto assim talvez não visse flores por onde eu vi, dentro do meu coração!"

Bonito isso. Enxergar sonhos que antes eu não saberia ver sozinho. Enxergar só porque o outro emprestou-me os olhos, socorreu-me em minha cegueira. Eu possuía e não sabia. O outro apontou-me, deu-me a chave, entregou-me a senha.

Coisas que Jesus fazia o tempo todo. Apontava jardins secretos em aparentes desertos.

Na aridez do coração de Madalena, Jesus encontrou orquídeas preciosas. Fez vê-las e chamou a atenção para a necessidade de cultivá-las.

Fico pensando que evangelizar talvez seja isso: descobrir jardins em lugares que consideramos impróprios.

Os jardineiros sabem disso. Amam as flores e por isso cuidam de cada detalhe, porque sabem que não há amor fora da experiência do cuidado. A cada dia, o jardineiro perdoa as suas roseiras. Sabe identificar que a ausência de flores não significa a morte absoluta, mas o repouso do preparo. Quem não souber viver o silêncio da preparação não terá o que florir depois...

Precisamos aprender isso. Olhar para aquele que nos magoou, e descobrir que as roseiras não dão flores fora do tempo, nem tão pouco fora do cultivo.

Se não há flores, talvez seja porque ainda não tenha chegado a hora de florir. Cada roseira tem seu estatuto, suas regras...

Se não há flores, talvez seja porque até então ninguém tenha dado a atenção necessária para o cultivo daquela roseira.

A vida requer cuidado. Os amores também. Flores e espinhos são belezas que se dão juntas. Não queira uma só. Elas não sabem viver sozinhas...

Quem quiser levar a rosa para sua vida, terá que saber que com ela vão inúmeros espinhos.

Mas não te preocupes. A beleza da rosa vale o incómodo dos espinhos...

Pe. Fábio de Melo

Há Momentos

Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonha com aquilo que tu quiseres.
Seja o que quiseres ser,
porque tu possuis apenas uma vida
e nela só se tem uma oportunidade
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Tu só terás sucesso na vida
quando perdoares os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.

Clarice Lispector

Foto[http://olhares.aeiou.pt/apreciando_as_coisas_simples_da_vida/foto1724377.html]

A vida ensinou-me...

A vida ensinou-me...
A dizer adeus às pessoas que amo,
Sem tirá-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostra-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade,
Para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir;
Aprender com meus erros.
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças;
Sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo,
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me magoam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafectos;
Perdoar incondicionalmente,
Pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente,
Pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordado;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Ensinou-me a ter olhos para "ver e ouvir estrelas", embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Ensinou-me e esta ensinando-me a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, dando-lhe forma da maneira que eu escolher.

Charles Chaplin

Foto [http://olhares.aeiou.pt/putos_do_camboja/foto1818163.html]


segunda-feira, 31 de março de 2008

À descoberta do amor

Ensaia um sorriso
e oferece-o a quem não teve nenhum.
Agarra um raio de sol
e desprende-o onde houver noite.
Descobre uma nascente
e nela limpa quem vive na lama.
Toma uma lágrima
e pousa-a em quem nunca chorou.
Ganha coragem
e dá-a a quem não sabe lutar.
Inventa a vida
e conta-a a quem nada compreende.
Enche-te de esperança
e vive á sua luz.
Enriquece-te de bondade
e oferece-a a quem não sabe dar.
Vive com amor
e fá-lo conhecer ao Mundo.
Mahatma Gandhi

poema dedicado à Christina.

Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.

Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.
William Shakespeare

Inscrição

Caminha placidamente entre o ruído e a pressa. Lembra-te de que a paz pode residir no silêncio.

Sem renunciares a ti mesmo, esforça-te por seres amigo de todos.

Diz a tua verdade quietamente, claramente.

Escuta os outros, ainda que sejam torpes e ignorantes; cada um deles tem também uma vida que contar.

Evita os ruidosos e os agressivos, porque eles denigrem o espírito.

Se te comparares com os outros, podes converter-te num homem vão e amargurado: sempre haverá perto de ti alguém melhor ou pior do que tu.

Alegra-te tanto com as tuas realizações como com os teus projectos.

Ama o teu trabalho, mesmo que ele seja humilde; pois é o tesouro da tua vida.

Sê prudente nos teus negócios, porque no mundo abundam pessoas sem escrúpulos.

Mas que esta convicção não te impeça de reconhecer a virtude; há muitas pessoas que lutam por ideais formosos e, em toda a parte, a vida está cheia de heroísmo.

Sê tu mesmo. Sobretudo, não pretendas dissimular as tuas inclinações. Não sejas cínico no amor, porque quando aparecem a aridez e o desencanto no rosto, isso converte-se em algo tão perene como a erva.

Aceita com serenidade o cortejo dos anos, e renuncia sem reservas aos dons da juventude.

Fortalece o teu espírito, para que não te destruam desgraças inesperadas.

Mas não inventes falsos infortúnios.

Muitas vezes o medo é resultado da fadiga e da solidão.

Sem esqueceres uma justa disciplina, sê benigno para ti mesmo. Não és mais do que uma criatura no universo, mas não és menos que as árvores ou as estrelas: tens direito a estar aqui.

Vive em paz com Deus, seja como for que O imagines; entre os teus trabalhos e aspirações, mantém-te em paz com a tua alma, apesar da ruidosa confusão da vida.

Apesar das tuas falsidades, das tuas lutas penosas e dos sonhos arruinados, a Terra continua a ser bela.

Sê cuidadoso.

Luta por seres feliz.

(Inscrição datada do ano de 1692. Foi encontrada numa sepultura, na velha igreja de S. Paulo de Baltimore)

O porquê do blog.

Neste blog, irei colocar conteúdos do genero: textos, poemas, frases, cinema, musicas, etc...
Nesse blog, tudo é simples.

Agradecimentos

Antes de mais, queria agradecer à minha namorada e futura esposa Christina, pela paciência, dedicação e apoio que tem demonstrado todos os dias.